sábado, 29 de maio de 2010

SONHO OU IRRESPONSABILIDADE?


Depois da direção colorada demitir o pior treinador que já passou pelo clube nos últimos 20 ou 30 anos (pelo menos) e diante da entrevista coletiva de Fernando Carvalho no anuncio da demissão de Jorge Fossati, começou a se criar uma série de conjecturas sobre o futuro "treineiro" colorado.

E eu particularmente tenho algumas leituras por tudo que foi falado por Fernando Carvalho, vamos a elas:

Pelas palavras colocadas pelo ex-presidente já podemos eliminar alguns nomes que chegaram a ser ventilados pela imprensa. Os profissionais que estão desempregados como Cuca, Mário Sérgio e Tite são cartas fora do baralho. Nelsinho Batista não será contratado pela ojeriza que a torcida colorada tem por ele, além disso é ano de eleição e os dirigentes não dariam este tiro no pé. Por sua vez Paulo Roberto Falcão já foi descartado por estar a muito tempo fora da profissão. Outros nomes mais acessíveis também já podem ser colocados de lado já que se fosse para contratar alguém de menor expressão não seria necessário aguardar o recesso da Copa do Mundo.

Desta forma podemos concluir que o Internacional esta em busca de um grande nome, alguém que chegue com um pedigree de grande treinador, um profissional quase que inquestionável. E assim chego a três nomes: Abel Braga, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari. Não citei Muricy e Luxemburgo por que tanto um quanto outro estão recém começando seus trabalhos nos seus novos clubes, e não é perfil de nenhum deles sair tão rapidamente de um emprego.

Abel Braga é de casa, tem um relacionamento muito próximo com a diretoria e com o clube, mas sua situação contratual com Al-Jazira dificulta seu repatriamento. Já Mano Menezes não vive mais um casamento perfeito com o Corinthians e pelas informações que são veiculadas pela imprensa paulista ele já não se sente totalmente feliz trabalhando no Parque São Jorge, ou seja, seu nome não é totalmente descartado.

E por fim deixei para falar do antigo sonho vermelho e branco: Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Fontes ligadas a sua família dão conta que o treinador nascido em Passo Fundo já teria acertado salários com o Internacional, ele receberia em torno de 720 mil reais para trabalhar no Beira Rio. Um salário astronômico se tratando do futebol brasileiro, algo inimaginável se tratando de futebol gaúcho, muitos dirão até que seria uma irresponsabilidade com as finanças do clube pagar um valor tão alto para um profissional.

Porém eu garanto que o Felipão "se paga", somente sua contratação traria uns 30 mil sócios a mais para o Inter, além das ações de marketing que podem ser feitas relacionadas a sua imagem. E mesmo que nada disso aconteça Felipão "se paga" por sua competência, pelo títulos que ele pode trazer ao Internacional.

Irresponsabilidade é pagar mais de 200 mil reais para jogadores como Edu, Kleber Pereira, Fabiano Eller, Índio, ou pagar 150 mil reais para o Clemer ser preparador de goleiros. Isso sim é irresponsabilidade!

O Inter esta a 4 jogos de se sagrar BI-CAMPEÃO DA AMÉRICA, então o momento é de investir, é a hora da grande cartada! O Boca Juniors em 2007 pagou uma fábula para ter Riquelme, e quem foi campeão da América daquele ano? Pois é.

Quer dizer então que trazer o Felipão é sinônimo de título na Libertadores? Não, não é. Mas é muito mais fácil ser campeão de uma competição tão importante com Scolari do que com qualquer outro treinador. Além disso caso o Inter seja desclassificado pelo São Paulo nas "semis" ou perca uma possível final, alguém terá a audácia em dizer que trazer Felipão foi um erro?

Dúvido!

E era isso!

2 comentários:

Pedro Rafael Marques disse...

O Felipão também está desempregado, e pessoas ligadas ao "mestre", dizem que ele consulta Fábio André Koff para qualquer negociação.Portanto, acho quase inviável essa contratação.

Um nome que ninguém especula é o de Adílson Batista. Bom treinador e que pode dar certo no Beira-Rio, pois evoluiu muito após a passagem pelo GRÊMIO.

Felipe Cunha disse...

É verdade Pedro, dentro dos treinadores "normais" Adilson se destaca.

Acho bom treinador.