terça-feira, 14 de julho de 2009

BRASIL - A TERRA DO FUTEBOL PATERNALISTA


Aqui no Brasil, os jogadores são tratados como deuses, tanto pelo seus dirigentes quanto pelos seus torcedores. Assim, posso apresentar um dos motivos do insucesso dos nossos atletas no Exterior. E alguns, não passam de uns chorões, ante o erro que constantemente apresentam, o desequilíbrio emocional.
Vejamos os casos mais célebres:

Marcelinho Carioca, um jogador inquestionável no seu tempo, mas o seu destempero e quebra do ambiente de trabalho, o tornaram um jogador desprezível no futebol espanhol.

Viola, grande goleador nas equipes em que passou, e na Espanha não passa de uma piada de um "instrumento musical e que deve ficar dentro da sacola".

Edmundo, embora um breve sucesso na Fiorentina, foi um fracasso total no Napoli, clube que tinha enorme apreço pelo futebol brasileiro, e que desde então, não contrata mais atletas tupiniquins.

RENATO, meu maior ídolo, foi um fiasco na Roma, durou menos de uma temporada na Itália pois sentia saudades do Rio de Janeiro, e do descompromisso do futebol local.

Posso citar inúmeros casos de jogadores diferenciados que tinham por característica esse lado "bad boy", mas que foram para a Europa apenas fazer turismo.

Há poucos dias, vi um comentário de um jogador no programa "Expresso da Bola", onde ele dizia que o jogador brasileiro é acostumado com o cara que carrega a sua chuteira, conduz a sua mala e ainda arruma o seu travesseiro para dormir. O atleta em questão faz um comparativo com o futebol europeu e diz o seguinte: "Aqui, se o cara não fizer tudo por sua conta, ele fica sem chuteira, sem bagagem e dorme no chão".

Isso me faz pensar, os dirigentes e torcedores brasileiros são uns tolos, pois reverenciam "amebas" que deveriam fazer apenas o seu trabalho, pois além de serem bem pagos para tal, são funcionários do clube no qual sou sócio. Será que não passa pela cabeça dos torcedores que uma atitude descabida, faz com que ele prejudique o meu clube numa futura negociação?

Não consigo encontrar defesa para um atleta que é expulso num jogo decisivo, ao menos que ele faça um pênalti ou uma falta em que a equipe esteja correndo o risco de tomar um gol, porque do contrário, ninguém me tira da cabeça, que ele deva ser punido por tal burrice. Até porque, quem aplaude burrice, é conivente com tal ato ou não? Ou tem torcedor que ama mais o jogador do que o próprio clube?

2 comentários:

Felipe Cunha disse...

D'Alessandro mereceu até post de homenagem hein...

hahahahaha...

Entendi teu raciocínio e concordo em partes com ele, mas não é uma regra.

Romário era bad boy e deu certo na Europa.

Casagrande era bad boy e deu certo na europa.

Maradona era bad boy e deu certo na Europa.

Adriano É bad boy e deu certo na Europa.

Outra coisa, sou crítico severo do futebol europeu, pra mim se jogador der certo lá ou não é praticamente irrelevante.

Felipe Cunha disse...

Concordo na parte que tu fala nas regalias em excesso.